O Grupo de dança, tocadores de fandango e mestres artesãos de Cananéia tem como objetivo promover a cultura caiçara local.
O Grupo já participou de eventos nos seguintes lugares: Revlando São Paulo, Revelando Vale do Ribeira, SESC Itaquera, SESC Santos, SESC Pompeia, Mercado Paulista Solidário, Centro Cultural Plínio Marcos (Ilha Comprida/SP), II Festa de Violeiros de Votorantim/SP, Escolas da Rede Pública de Cananéia/SP, Festa Caiçara de Paranaguá/PR, Encontro de Fandango de Guaraqueçaba/PR, Festa do Livro em Paraty/RJ, Festa Caiçara de Peruíbe/SP e no Projeto Olhares Caiçaras.
Atualmente realiza Oficinas de Fandango com ensaios às quartas-feiras, das 19h00 às 20h00, na Praça Theodolina Gomes, na Rua do Artesão.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Breve histórico da folia do Divino em Cananéia

Por Amir Oliveira Garcia Filho e Neyton João Pontes Trazida pela rainha Isabel de Portugal no século XVII, a Festa do Divino Espírito Santo é uma das mais antigas manifestações religiosas do Brasil. A Bandeira, junto com a Festa do Divino, é uma das mais antigas expressões da nossa cultura e religiosidade, trazida pelos colonizadores portugueses. Quando o povo fala de “O Divino” sem explicar o uso dessa expressão, está presente que se trata do espírito Santo do sinal da cruz. A visita da Bandeira do Divino aos bairros rurais e aos sítios do interior das paróquias é um tempo de profunda vivência religiosa quando a família convida os foliões a entrar na casa com a Bandeira, enquanto, todos ouvem com muita devoção a cantoria dos foliões e prestam sua veneração à Bandeira, beijando as fitas ou a pombinha que está afixada no topo da Bandeira vermelha e representa o Divino. Em seguida o povo dá sua oferta, antigamente “in natura” com produtos da lavoura, hoje mais em dinheiro. Há pessoas que fazem questão de fixar a cédula de sua oferta a uma das fitas. Depois, a família oferece café e alguma comida aos foliões e alguma coisa como balas ou bolo aos devotos que acompanham a Bandeira de casa em casa enquanto ela está no bairro. Na casa onde almoçam, os foliões possam muito bem, melhor ainda na casa onde pousam à noite. Nessa casa, a Bandeira é coberta com um pano vermelho e encerrada em lugar protegido. Este rito solene de encerrar a bandeira, provavelmente tem a ver com o fandango que ocorria nas casas onde os foliões pousavam. Quem não gostaria de participar de um fandango por tão bons músicos?! Mas a Bandeira era coberta, separando, deste modo tradicional respeitoso, o sagrado do mundano. Dessas coisas, o povo não fala, mas todo mundo sabe que “deve ser feito assim”. A despedida da Bandeira é outro momento cheio de devoção e respeito. Depois da cantoria da despedida, os moradores da casa beijam a Bandeira e os foliões partem para a próxima casa onde foram convidados ou se despedem no porto para pegar o barco – antigamente eram sempre canoas a remo – para viajar ao próximo bairro. Essa festa riquíssima em tradição, sentimentos e gestos religiosos é muito antiga e ficou guardada com profundo respeito desde as tradições trazidas pelos portugueses que nos primeiros séculos da colonização ainda guardavam a religiosidade medieval do sul da Europa. Esta parte da Europa não tinha sofrido a influência da reforma protestante, assim que o Concílio de Trento (1545 – 1563) de início não atingiu a religiosidade católica da península ibérica nem suas colônias. A Bandeira do Divino sai em Cananéia da Igreja Matriz para os bairros e os sítios do interior do município. Esta despedida deve ser feita a cada ano, no dia três de maio (antigamente, dia da exaltação da Santa Cruz). Acontecem Oficinas de Romaria na Casa do Fandango, às segundas-feiras, às 19h, com o Grupo de Fandango Batido São Gonçalo. Participe!

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

ACUCA e São Gonçalo na Festança Caiçara em Pedrinhas

Por Amir Oliveira Garcia Filho Entre os dias 17 e 19 de outubro, em Pedrinhas, na Ilha Comprida, representantes da ACUCA – Associação de Cultura Caiçara Cananéia realizaram a Oficinas de Artesanato “Brincando de Madeiras”, com a participação de 46 pessoas, sob a coordenação de Amir Oliveira Garcia Filho e Fernanda Martins. No sábado, dia 18, o Grupo de Fandango São Gonçalo apresentou o espetáculo “Batendo as Tamancas” no palco principal, recebendo muitos elogios. Parabéns meninos e meninas do Grupo, é assim que a nossa cultura popular paulista caiçara permanece viva. Lembrando que os grupos de Fandango Rocio de Iguape, Vida Feliz, Caiçaras do Acaraú e Esperança de Cananéia realizaram um grande baile na Festança Caiçara. “Eu, que estou vindo de uma cidade grande, desconheço essa realidade, que é muito diferente e rústica”, comentou a professora Regina Mara Belloube, sobre o evento.

Revelando São Paulo

XVIII Festival de Cultura Paulista Tradicional Por Amir Oliveira Garcia Filho A ACUCA – Associação de Cultura Caiçara e o Grupo de Fandango Batido São Gonçalo, através dos seus representantes, participaram de vendas, exposição e intercâmbio, nos dias de 12 a 21 de setembro, na capital paulista, no Parque do Trote na Vila Guilherme. O evento foi promovido pela Secretaria de Cultura do estado de São Paulo e Abaçaí Cultura e Arte. O violeiro e cantador, Rodolfo Vidal, do Grupo São Gonçalo, no dia 17 de setembro, quarta-feira, se apresentou com sua viola fandangueira e modas de sua autoria. Em depoimento, o senhor João Fermino, rabequeiro e artesão, diz que ficou muito contente em expor a sua rabeca no evento, no qual tocou e realizou apresentações, sendo que é muito importante representar a cultura caiçara da rabeca. Fica o nosso agradecimento à Rede Cananéia, ao Departamento de Cultura e ao Departamento de Transporte. Municípios participantes: 105 com artesanato tradicional e manifestação cultural, tais como carro de boi, catira, fandango, congada,, culinária, folia do Divino, folia de Reis, jongo, tropeiro, Moçambique. O Revelando São Paulo vem promovendo a cultura popular paulista como caminho para integração social.

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Acuca e São Gonçalo no Revelando São Paulo Vale do Ribeira em Iguape (de 17 a 21 de junho)

Por Amir Oliveira Garcia Filho Entre os dias 18 e 22 de junho, no Centro de Eventos “Casimiro Teixeira”, em Iguape, aconteceu o Revelando São Paulo Vale do Ribeira, com a participação da ACUCA – Associação de Cultura Caiçara Cananéia e Grupo de Fandango Batido São Gonçalo, organizações membro da Associação Rede Cananéia. Artesanatos, exposição e comercialização de produtos artesanais tradicionais, bem como demonstração dos artesãos em 50 espaços. Tanto a ACUCA, quanto o Grupo São Gonçalo já vêm participando há mais de 12 anos, em exposição, vendas e apresentações culturais, sempre com o apoio da Prefeitura Municipal de Cananéia, Departamento Municipal de Cultura e Rede Cananéia. No XI Encontro de Violeiros, o violeiro caiçara Rodolfo Guimarães Vidal, membro da ACUCA e do São Gonçalo, participou pela primeira vez e falou da importância de participar de um evento dessa dimensão e apoiado pela Secretaria do Estado da Cultura e Abaçaí Cultura e Arte, com o objetivo de revelar e revigorar o uso da viola caiçara em Cananéia.

Oficina de Educomunicação com o grupo são Gonçalo em 11 de junho

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Projeto “O artesão na Escola” prevê capacitação de 14 jovens na área de artesanato em caixeta

O Projeto “Artesão na Escola”, coordenado pelo artesão José Fermino Marques, com o patrocínio do ProAC – Programa de Ação Cultural da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, através do “CONCURSO DE APOIO A PROJETOS DE PROMOÇÃO DAS CULTURAS POPULARES E TRADICIONAIS NO ESTADO DE SÃO PAULO”, e parceria da ACUCA – Associação de Cultura Caiçara Cananéia e Grupo de Fandango Batido São Gonçalo, começou as oficinas com adolescentes no PEF – Programa Escola da Família da Escola Estadual “Professora Yolanda Araújo Silva Paiva”, da cidade de Cananéia, DER REG – Diretoria de Ensino da Região de Registro, no dia 26 de abril, sábado, das 14h às 16h. O objetivo do Projeto “O Artesão na Escola” é a inserção de 14 adolescentes na manutenção e preservação cultural; a identificação de futuros artesãos tradicionais (feitura de artesanato decorativo e utilitário); educação ambiental (por meio de palestras e vivências em sistemas agroflorestais e plantio de caixeta); geração de trabalho e renda; transmissão do saber (por meio de visita a casas de artesãos tradicionais locais), com a realização de oficinas semanais na Escola, com alunos do ensino público local, que recebem uma bolsa auxílio de R$ 100,00 mensais. Até o momento os alunos receberam as ferramentas de formão para o trabalho com caixeta e foram realizadas oficinas na Escola, na Oficina do São Gonçalo e visita ao caixetal sob a supervisão do monitor ambiental Felipe Santana Kanai. As oficinas com os jovens acontecem todos os sábados e a bolsa auxílio será repassada até o mês de dezembro, quando termina o Projeto e espera-se que os adolescentes continuem com as atividades de artesanato, por meio da doação das ferramentas do Projeto para eles.